Em uma escola pública, um aluno do 4º ano do Ensino Fundamental chamava a atenção por seu jeito tímido e reservado. Tinha 11 anos, gostava de praticar esportes em grupo, adorava desenhar personagens inspirados em super-heróis e participava com entusiasmo das atividades coletivas.
A professora percebeu que a família não se preocupava pelo fato do aluno não se alfabetizar porque achavam que por ele ter nascido com Trissomia 21 (Síndrome de Down), o máximo que conseguiria era um entrosamento social mesmo que limitado.
A professora chamou os responsáveis pelo aluno e explicou que a condição genética não determinava incapacidade para aprender visto que ele já havia aprendido as regras dos esportes de que gostava e memorizava com facilidade as letras das músicas trabalhadas em sala, demonstrando claras possibilidades de aprendizagem.
Esta pequena história revela como a diferença entre deficiência e incapacidade está, muitas vezes, no olhar, nas expectativas e nas ações daqueles que acompanham a trajetória escolar do estudante.